Social Distortion

Social Distortion

Eu lembro quando era moleque de tudo e andava por aí empinando um moicano moldado a base de clara de ovo e sabão, chutando latas com um coturno preto já meio surrado e vestindo uma camiseta propositalmente cortada do Exploited. Isso foi em 1996. Eu tinha uns 15 anos, pouca grana no bolso e muita raiva do mundo.

Foi nessa época que o Social Distortion lançou o disco White Light, White Heat, White Trash, que acabou caindo na minha mão em fita cassete, emprestado do amigo de um amigo. Ele havia comprado a fita em alguma loja na Galeria do Rock, numa época em que o CD era caro demais (nada mudou) e as lojas costumavam gravar fitas piratas e revender aos adolescentes sem um puto no bolso, como nós.

Quando escutei aquilo, percebi na hora que não conhecia porra nenhuma de punk rock e que aquilo ali sim era bom. Mike Ness e sua trupe haviam transformado meu mundo e o som do Social D de alguma forma dava vazão àquela merda toda que eu sentia.

Agora, passados quinze anos daquela minha primeira de tantas outras epifanias musicais e sete anos do lançamento de seu último álbum, Ness novamente provoca um tipo de mudança na maneira que eu encarava a música, através de seu recente Hard Times and Nursery Rhymes.

Os fãs antigos podem ficar bastante decepcionados, pois esse disco é totalmente diferente de qualquer coisa que a banda lançou em toda sua discografia, misturando country, blues, rock ‘n roll e punk rock de forma muito bem ajambrada.

Não vou fazer você perder um tempo enorme lendo descrições exaustivas de cada música, até porque Hard Times… deve ser experimentado música a música, para o ouvinte poder amadurecer alguma coisa que tem ali e que acaba refletindo também o amadurecimento da sonoridade da banda e do próprio punk rock.

Resumindo, Social Distortion é uma puta banda e o novo álbum dos caras é um puta disco que merece ser ouvido até você chegar à última faixa na décima terceira execução, emendar um “Puta que o pariu!”, abrir mais uma cerveja e começar tudo de novo.

Tracklist

01. Road Zombie
02. California (Hustle and Flow)
03. Gimme The Sweet And Lowdown
04. Diamond In The Rough
05. Machine Gun Blues
06. Bakersfield
07. Far Side Of Nowhere
08. Alone And Forsaken
09. Writing On The Wall
10. Cant Take it with You
11. Still Alive

Postado por Ronzi Zacchi – Velho, careca e beberrão. Mantém um kit de sobrevivência preparado em caso de apocalipse zumbi, invasão alienígena ou queda de meteoros.

Categorizado como Vitrola
Favorite o permalink ou deixe um trackback.

3 Comentários

  1. Quando você vai ganhar dinheiro com o que você escreve?
    Já tá mais que na hora, ein…
    Bjos

    26 de abril de 2011 @ 21:18
  2. Oi Panda! Que bom que gostou blog.

    26 de abril de 2011 @ 22:56
  3. Velho discordo totalmente de vc, escuto social desde 89,o ultimo trabalho bom dos caras foi o ultimo com o guitarrista Danis Dannel, se não me engano foi o album de 1998 ao vivo, depois Ness mudou tudo, partiu pro comercio , aceitou as musicas que a gravadora impos, e em 2004 fez um album totalmente comercial, dai pra frente foi só decadencia do velho e bom punk rock, mas social tem mais albuns bom do que ruins, essa é minha opnião..abraços…

    31 de outubro de 2011 @ 16:26

Comente!

Seu email nunca será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados com *

*
*

Você pode usar esses códigos em HTML nos comentários: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

or